Até pouco tempo atrás o foco que se dava sobre a publicidade e a competência de seus profissionais ou das agências de publicidade era totalmente voltado a forma da comunicação. Para se atingir o objetivo de comunicação de uma mensagem a busca das soluções por um longo tempo foi baseado em apresentar a publicidade de uma forma diferente, criativa, inovadora. Era esta novidade criativa que fazia a diferença no momento em que o consumidor folheava uma página de anúncio, como nos exemplos conceituais de anúncios abaixo:


Entretanto estes conceitos foram consolidados em um momento onde havia determinado número de meios e veículos de comunicação e estes poucos “falavam” com todos, em uma comunicação unilateral. Neste cenário a missão dos publicitários era chamar a atenção visualmente ou através de capas especiais, materiais diferenciados, encartes, título impactante, imagem, etc. O leitor que buscava um conteúdo em uma revista, jornal ou TV era interceptado por uma marca, e esta precisava se esforçar ao máximo para entreter o leitor sem atrapalhá-lo e levando um toque de curiosidade, humor ou impacto visual para que ele ficasse admirado com a qualidade da mensagem e consequentemente seu conteúdo.
Atualmente isso mudou? Não. A necessidade de apresentações diferenciadas em um espaço publicitário de jornal, revista, tv, e também na web ou qualquer outro meio, continua o mesmo ou ainda maior! E isto ainda não basta. A exigência de uma apresentação eficaz e eficiente precisa ser somada a um conteúdo relevante ao público-alvo. No momento em que a informação digital permitiu a multiplicação de meios e veículos de comunicação, onde toda a sociedade também se tornou emissora de informações – citado por muitos como “web 2.0” - não existe mais limite para o número de canais de comunicação. Qualquer pessoa pode ser responsável por produção de conhecimento ou entretenimento, sem limites geográficos! E como fica a publicidade com isso? A resposta que vem sendo dada é a transformação da publicidade intrusiva nos meios de comunicação para a publicidade de interação, seja através do entretenimento das conhecidas ações virais (buzz marketing) como também pelo vínculo da marca a um conteúdo relevante/útil para o consumidor alvo, onde a marca pode ensinar ou interagir com o consumidor de uma forma diferenciada.
Portanto a regra do momento é: se você quer conquistar a audiência do seu consumidor, deve justificá-la. Ofereça algo que seu consumidor queira ver. Conte uma história para seu público-alvo para que ele se envolva. Para uma comunicação eficiente, não adianta mais forçar a inserção de sua marca na frente dos olhos do consumidor sem ter um porquê, ou com um intuito puramente comercial. Ainda existe isso? Sim. Na comunicação outdoor, TV, impressos e até web, mas até quando ou como isso vai evoluir ainda é uma questão indefinida a se refletir.
Alguns exemplos famosos de ações virais no YouTube:
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